Depois de ficar sabendo, dessa novidade gastronômica, que irá acontecer em Capitólio, fui atrás dos idealizadores, e fiquei encantado com a história deste casal, e acredito que você também irá gostar.
Segue abaixo um resumo da história da Samira e do Munther.
"Eu e meu marido estamos abrindo um empório de produtos a granel e comida árabe em Capitólio e gostaríamos de nos apresentar, contar um pouco da nossa história e da nossa proposta.
Meu nome é Samira, tenho 36 anos, sou formada em Farmácia pela UFMG. Minha mãe, Ângela, é daqui de Capitólio. Meus avós são o sr. José Pereira (Jonas) e a dona Maria (Titina). Meu pai é o Magid, filho do sr. Magid Nasser Waquil, que veio do Iraque para o Brasil, meu pai é de Muzambinho, estudou no colégio agrícola onde fez amizade com vários capitolinos, vindo passar férias na casa do meu bisavô Antônio Jonas, onde acabou conhecendo minha mãe.
Eu trabalhei com farmácia nuclear (produção de medicamentos injetáveis radioativos) por mais de 10 anos, primeiro no CDTN em Belo Horizonte, depois na USP em São Paulo, e de 2015 a 2020 trabalhei fora do Brasil, no Peru, Estados Unidos, Emirados Árabes, Omã e no Qatar.
Quando eu morava no Qatar eu conhecei meu marido Munther, que também trabalhava lá.
O Munther é da Jordânia, tem 37 anos e é engenheiro de telecomunicação. Ele trabalhou com manutenção de aeronaves por muitos anos, primeiro na Royal Jordanian em Amman e depois na Qatar Airways no Qatar.
Nós nos conhecemos em 2017 em Doha e em Agosto de 2019 nos casamos em Amman na Jordânia, numa cerimônia tradicional do país. Em Outubro de 2019 nos casamos novamente, aqui em Capitólio, numa cerimônia linda realizada no sítio do meus tios avós Jacir e Vitória.
Em Novembro de 2019 descobrimos que eu estava grávida e em dezembro decidimos vir morar no Brasil, com planos e ir para São Paulo após o nascimento do nosso filho. Em Janeiro enviamos nossas duas cachorrinhas, Amy e Nina, e parte da nossa mudança para o Brasil e fomos morar em um hotel até a data da nossa mudança, prevista para Abril de 2020.
Em Março 2020, com a explosão da pandemia, nós, como todas as pessoas do mundo vimos nossos planos se desfazerem. Eu estava com quase 7 meses de gravidez, nós dois já havíamos pedido demissão e estávamos no meio do aviso prévio e nos desesperamos.
Países fechando fronteiras, voos sendo cancelados e o medo de ficarmos presos no Qatar, sem família, sem trabalho e grávidos.
Eu vim para o Brasil no dia 16 de março e o Munther ficou, ainda tínhamos algumas pendencias a resolver.
Foram os piores 10 dias da minha vida, não tínhamos certeza se ele conseguiria vir por causa das restrições que mudavam diariamente com o avanço da Covid-19.
No final deu tudo certo, Munther conseguiu vir, mas tivemos que abandonar parte da nossa mudança no hotel, inclusive meu vestido de casamento ficou abandonado por lá...
Apesar de toda essa confusão nós nos consideramos muito abençoados, juntos, no Brasil, tivemos nosso filho Hashem no final de Junho, que chegou com muita saúde e mudou nossas vidas para sempre.
Agora, mais de um ano vivendo em quarentena no Brasil, decidimos ficar em Capitólio. Eu sempre amei essa cidade, minhas melhores memórias da infância são aqui. Munther se apaixonou com a região desde a primeira visita e concordamos que não há melhor lugar no mundo para o Hashem crescer, em meio a família e a maravilha da nossa região.
Foi aí que surgiu a ideia de montarmos a Tenda do Beduíno. Nós dois sempre gostamos muito de cozinhar juntos e o Munther sempre teve a preocupação de não perder suas tradições. Estamos planejando o empório e lanchonete com muito carinho. Queremos não só trazer opção de produtos naturais a granel e a comida árabe, queremos também dividir um pouco da cultura que é tão rica e diferente, mas o mesmo tempo tem pontos que se assemelham muito com a nossa.
As receitas de todos os pratos árabes que vamos servir são receitas de família, da minha, que já tinha a tradição de vários pratos árabes que foram ensinados pelo meu avô Iraquiano, e da família do Munther, com a qual acabamos de passar uma temporada na Jordânia ficando boa parte do tempo na cozinha com minha sogra.
Nossa ideia para a Tenda do Beduíno é oferecer farinhas, castanhas, chás, temperos, frutas secas etc., teremos a lanchonete de comida árabe, oferecendo quibe, kafta, shawerma, falafel, patês, coalhada seca, esfirra e alguns salgados tradicionais (não pode faltar um pão de queijo numa lanchonete em minas né?).
E vamos fazer também pratos sob encomenda, os tradicionais charutos e quibe assado, e pratos que eu não conhecia até viver no mundo árabe, como oozi, makloubeh, kabseh.
Vamos ter uma decoração típica, trouxemos vários enfeites da Jordânia e estamos trabalhando com fornecedores locais para deixar tudo do jeito que sonhamos.
Estimamos que vamos estar prontos em Setembro e estamos planejando uma espécie de coquetel de inauguração, respeitando as restrições do covid-19 é claro. Já estamos com um perfil no Instagram e Facebook, aonde dividimos o preparo da Tenda, os pratos que vamos servir e um pouco da cultura árabe.
Esperamos receber os capitolinos na nossa Tenda em breve!"
https://instagram.com/tendadobeduino?utm_medium=copy_link
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Agradeço Samira, por dividir um pouco a sua história, para os nossos leitores, e sim, a Tenda do Beduino já é sucesso, parabéns.
Claro, já estou doido para experimentar as delícias da culinária Árabe, inté.
Eulin Ribeiro